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Síndrome do Pânico: o que é e como identificar

Um medo incontrolável que acontece somente em nossa cabeça e que começa a se tornar real com sensações físicas. A síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade que afeta cerca de 260 milhões de pessoas no mundo todo, entenda mais sobre ele nesta matéria.

 

Você sabia que sentir medo é natural e necessário? E que todos nós ficamos ansiosos?

Imagine dirigir por uma estrada desconhecida, à noite, e sob forte temporal. Provavelmente, a tensão deixará os ombros retraídos e a respiração mais acelerada. Toda a atenção estará na estrada e na velocidade, e o desejo será sair o mais rápido dessa situação. Relaxar? Só depois de chegar ao destino!

Essas reações são naturais, porque, diante do risco, o corpo responde de forma a evitar que o pior aconteça e estará preparado para fugir ou lutar. Funciona assim desde os nossos ancestrais!

Quando há grande expectativa, como nos minutos que antecedem uma apresentação em público, o corpo também reagirá. Passado o momento, o coração desacelera e a ansiedade vai embora.

Até agora está tudo bem, porque são reações físicas normais a qualquer pessoa e em qualquer idade.

Mas e se esses sintomas forem frequentes, mesmo em ocasiões corriqueiras? Não seria indício de que alguma coisa não anda muito bem?

Medo e ansiedade constantes não é algo natural. Podem ser sinal de algum tipo de transtorno, até mesmo um quadro de Síndrome do Pânico.

 

Causas da Síndrome do Pânico

Pessoas com Síndrome do Pânico sentem muito medo de atividades simples, como caminhar pelo centro da cidade ou andar de carro. Estudos realizados por várias instituições do mundo inteiro comprovam que, a cada ano, mais indivíduos desenvolvem a doença.

Fatores de risco

Fatores genéticos, biológicos e psicossociais originam o transtorno mental, que atinge duas vezes mais mulheres do que homens, especialmente entre os 18 e 35 anos.

De acordo com pesquisa do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, 12% dos brasileiros, ou 24 milhões de pessoas, sofrem com algum tipo de ansiedade patológica e 23% terão algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida.

Para o paciente com Síndrome o Pânico, um simples passeio pelo shopping é suficiente para provocar suor frio, ansiedade, tremores e a sensação de estar prestes a vivenciar uma tragédia.

O sofrimento é comparado a uma crise de ansiedade aguda, aumentada inúmeras vezes. Geralmente, dura entre 15 e 30 minutos, e o corpo reage com intensidade.

Os sintomas da Síndrome do Pânico são relativamente parecidos aos de transtornos de ansiedade, mas em escalas mais elevadas. Costumam durar cerca de até meia hora, com o ápice dez minutos depois de terem iniciado.

O que caracteriza o pânico é a forma brusca e inesperada dos sintomas. Em menos de um minuto, o paciente que estava bem passa a ter uma inexplicável crise, geralmente com esses sintomas:

  • Boca seca
  • Taquicardia
  • Contrações na barriga
  • Sufocamento
  • Tremores
  • Confusão mental
  • Sensação de viver algo irreal
  • Medo de enlouquecer ou morrer

Como tratar?

Se você tiver pelo menos dois sintomas, procure um médico. Além da Síndrome do Pânico, outros transtornos podem estar associados – em níveis leve, moderado ou grave.

E se você conhece alguém que apresente os sintomas, tente ajudar. Essa pessoa sofre tanto com as reações químicas causadas pela doença como com o medo de sair de casa e ter uma crise.

A síndrome tem tratamento e a cura é possível, mas, para isso, é fundamental procurar a ajuda de um psiquiatra. Procure uma eCare e tenha qualidade de vida.