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Fuga Dissociativa, o transtorno da perda de identidade

A Fuga ou Amnésia Dissociativa é um transtorno raro causado pela alteração nas funções da consciência, memória, identidade e percepção do indivíduo. Fatores psicológicos como conflitos e dilemas de difícil superação, como passar ou presenciar um evento traumático, podem desencadear a doença, que causa a perda parcial ou total da memória, fazendo com que o acometido se esqueça de tudo em sua vida, principalmente sua identidade.

A dissociação afeta informações pessoais importantes e biográficas, tais como: quem sou eu? Para onde vou? O que faço aqui? O que penso e no que creio? Com isso, quem sofre com a fuga dissociativa se afasta de seus locais comuns e relações pessoais/sociais mais íntimas, tanto psicologicamente, quanto fisicamente.

Assim, o doente literalmente foge, fazendo uma viagem inesperada, faltando a compromissos importantes, sem perceber que há algo de errado – pois bloqueou essas informações de sua memória.

Essa condição geralmente é temporária, e os episódios, breves – costumam durar horas ou, no máximo, alguns meses. No caso de extensão das crises, a pessoa pode assumir uma nova identidade, mudar de endereço, cidade, assumir um novo emprego e abandonar todo seu passado. Tudo isso sem tomar consciência do que está fazendo, o que gera uma perturbação mental muito maior, assim como um grande sofrimento familiar.

Na maior parte dos casos, porém, o paciente acaba recuperando a memória. Contudo, existem casos mais extremos em que os indivíduos simplesmente não recuperam mais as lembranças perdidas.

Para diagnosticar e tratar corretamente a Fuga Dissociativa, é importante consultar um médico, que fará as avaliações necessárias e, dependendo do caso, prescreverá ansiolíticos, antidepressivos, além de encaminhar o paciente para tratamento psicológico de médio e longo prazos.

 

Identifique alguns sintomas da Fuga Dissociativa:

-Confusão mental

-Vagar, ir a algum lugar incomum

-Simplesmente desaparecer, sem chamar atenção para si

-Desapego emocional

-Confusão de identidade

-Depressão

-Ansiedade

-Vagância

Fonte: Portal Envelheci, e agora?

 

Existem três tipos de amnésias relacionadas com o Transtorno da Fuga Dissociativa. Confira as características de cada uma:


Amnésia localizada: o indivíduo não se recorda de evento específico ou período de tempo. Geralmente, trata-se de algo traumático ou estressante.

Amnésia seletiva: o indivíduo se esquece de apenas algumas partes dos eventos ocorridos.

Amnésia generalizada: o indivíduo se esquece de quem é, de onde veio, o que pensa. Perde a noção de sua história de vida, muitas vezes perdendo as habilidades aprendidas e praticadas. Apenas de rara, essa condição é comum entre pessoas que experimentaram traumas intensos, como vítimas de agressão sexual ou veteranos de guerra.

Fonte: Portal Envelheci, e agora?

 

Curiosidade:

O caso de uma possível Fuga Dissociativa que ficou famoso no mundo inteiro foi da escritora inglesa Agatha Christie que, em 1926, desapareceu repentinamente de sua residência para, no dia seguinte, ser encontrada em um spa, registrada sob um nome diferente. Ela nunca comentou o caso, e nenhuma explicação foi dada para seu misterioso sumiço.