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Excesso de trabalho e a Síndrome de Burnout

Trabalhar demais pode ser um sinal da Síndrome de Burnout. Conheça suas principais características, profissões recorrentes, diagnóstico e tratamento desta síndrome que transforma a produtividade em um risco à saúde.

Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional caracteriza-se pela falta absoluta de energia e de motivação provocada por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes.

É bastante comum em enfermeiros, psicólogos, professores, policiais, bombeiros, oficiais de justiça, assistentes sociais, advogados, executivos, arquitetos e jornalistas. A incidência é maior em mulheres.

De acordo com um artigo sobre mulher e trabalho publicado pelo jornal norte-americano The New York Times, em fevereiro de 2016, em uma análise de 183 casos sobre diferença de gênero e Burnout em 15 países, notou-se que a mulheres são maioria dos afetados. Não apenas pela carreira, mas também o acúmulo de tarefas domésticas seriam as causas para essa maior incidência.

Um pouco de história…

O psicanalista americano Herbert Freudenberger criou o termo Burnout em 1974 para descrever o adoecimento que observou em si mesmo e nos colegas. Em 2015, o Medscape Physician Lifestyle Report realizou um relatório com base em 20 mil entrevistas e concluiu que 46% dos médicos dos Estados Unidos têm a síndrome. Em 2013, a taxa era de 40%.

 

Três características marcam a síndrome

– Exaustão: quando a exaustão aparece, o indivíduo apresenta fraqueza, dores musculares e de cabeça, náuseas, alergias, queda de cabelo, distúrbio de sono e diminuição de desejo sexual.

– Despersonalização, ceticismo ou distanciamento afetivo: o contato é frio e irônico com todos e pode tornar-se uma pessoa ranzinza e negativista.

– Produtividade com baixo grau de satisfação pessoal: o indivíduo produz pouco e acha que isso não tem valor. Oscila de humor e tem queda de rendimento. Como se torna mais agressivo, aumentam seus riscos de diabetes, cardiopatias, doenças autoimunes, crises de pânico e depressão.

 

Sintomas físicos

Sensação de esgotamento físico e emocional que acaba refletindo em atitudes negativas como ausência no trabalho, agressividade, irritabilidade, mudanças bruscas de humor, lapsos de memória, baixa autoestima, pessimismo, cansaço, dor de cabeça, enxaqueca, sudorese, pressão alta, palpitação, depressão, ansiedade, entre outros.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito levando em conta a história do paciente e seu desenvolvimento e realização pessoal no trabalho. Uma dica bem valiosa para quem tem esse tipo de síndrome é praticar exercícios físicos regularmente ou fazer exercícios de relaxamento, que ajudam a controlar os sintomas.

 

Como evitar a Síndrome de Burnout?

– Atenção aos sinais emitidos pelo seu corpo. A exaustão também pode ser um sintoma de várias doenças como anemia e distúrbios da tireoide.

– Desacelere o ritmo e durma pelo menos 8 horas por noite.

– Alimente-se bem em horários regulares e evite o consumo exagerado de álcool e cafeína.

– Reavalie o lugar que você trabalha. Faça networking e procure outras oportunidades de trabalho.

Entenda melhor a Síndrome de Burnout: